Em meio ao final épico de My Hero Academia, um episódio da quinta temporada provocou mais reprovação do que qualquer outro na história recente do anime — e virou discussão acalorada entre fãs nas redes. A polêmica não veio por causa de uma cena específica chocante, mas sim por como aquele capítulo foi construído e encaixado na narrativa.

O episódio em questão é um filler que foi colocado antes do início do aguardado arco My Villain Academia — um dos momentos mais esperados pelos fãs. Em vez de mergulhar diretamente no confronto dos vilões ou avançar a história principal, o anime dedicou um capítulo inteiro a uma missão paralela envolvendo personagens coadjuvantes, sem impacto narrativo claro nos acontecimentos maiores da temporada.
No episódio, vemos Ochaco, Tsuyu e Nejire em um estágio de heróis que termina em uma situação de emergência com uma explosão ligada a um produto químico que aumenta os Quirks. Embora visualmente interessante, essa história acabou sendo vista por muitos espectadores como desconexa e dispensável para quem estava acompanhando a construção dramática do arco de vilões.
Essa escolha editorial irritou boa parte do público por um motivo simples: My Hero Academia vinha de um ritmo intenso e cheio de stakes elevadas, tornando qualquer interrupção — mesmo que bem produzida — algo que quebrou a imersão e diminuiu a sensação de urgência. É o tipo de capítulo que, para muitos fãs, não parecia “merecer” o mesmo tempo de tela que o resto da temporada.
Nas comunidades online, há quem critique esse tipo de filler por interromper o fluxo narrativo e a construção emocional dos arcos principais, especialmente quando o público já estava ansioso por ver My Villain Academia em ação. Alguns fãs consideraram que a adaptação poderia ter encaixado esse conteúdo em outra parte sem afetar o ritmo do anime, ou até mesmo omitido completamente sem prejuízo à história principal.
No fim das contas, a polêmica sobre esse episódio serve como um lembrete de como roteiros e decisões de adaptação podem influenciar a experiência de quem acompanha uma obra longa: não é apenas o que acontece, mas como e quando acontece que define se um capítulo vai agradar ou irritar uma base apaixonada de fãs.

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